Críticas & Criações

Agora em versão realista e trevosa. Leia para entender.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Palavras Repetidas

"...Mas eu sei que um dia a gente aprende..."
Sim, são as palavras de Renato Russo, imortalizadas na música "Mais Uma Vez", que abrem o post do dia de Natal.
É apenas uma história pessoal, um texto cujo eu-lírico é realmente eu.
Moro apenas com minha mãe. Ela e meu pai separaram-se quando eu tinha menos de um ano, e então ela veio comigo morar em outra cidade, onde moro hoje, perto do restante da família. Meu pai, que morava numa capital, ficou por lá mesmo. No entanto, graças às brigas entre eles, às "picuinhas", eu nunca convivi com o sr. José Erimar Freitas... Não o suficiente para me sentir amada, para receber carinho, ou para notar que ele se importa... Mas o suficiente para saber que ele não sente por mim o que eu esperava que sentisse... O suficiente para saber que ele só lembra de mim quando vai depositar a pensão alimentícia no banco.
Cansei de contar as promessas, as discussões, os maus momentos. Isso tudo quando era criança. Cansei de vê-lo ir me buscar na casa de minha tia quando viajávamos para a cidade dele, me levar para sua casa, e me ver sendo rejeitada por meu irmão mais velho sem nada dizer. Cansei de vê-lo não fazer nada também quando sua atual esposa dirigia insultos à minha mãe, quando sentia tanto ciúme que o despejava sobre mim. Cansei de saber que uma foto minha, que um dia minha mãe mandara pra ele pelos correios, só estava na estante naquele dia, enquanto eu estava lá, por que depois com certeza alguém a colocaria no fundo do baú novamente.
Eu cansei. E, quando cheguei à adolescência, não suportei mais:
Não fui almoçar na casa dele quando me convidou. Expliquei, ainda sendo boazinha demais, que eu não me sentiria bem lá, onde não gostam de mim. Ele assentiu, e ficou frio. Frio como uma mármore em dias de inverno chuvoso... E depois não apareceu mais. Nem uma ligação... Não que ele costumasse ligar.
Isso foi há pouco tempo...
E os natais e fins de ano, nos quais inúmeras vezes eu chorava a saudade, a falta, o vazio de alguém que nunca tinha preenchido nada? E quando eu perdia a ceia por estar trancada no banheiro, desesperada, pensando se ele estaria pensando em mim e tendo a certeza, depois, de que não estaria?
E nos aniversários, nos quais eu pensava se ele tinha lembrado daquele dia, mesmo sabendo que não por que ele sequer ligou?
E quando ele me prometeu, pela centésima vez, que realmente ia ligar, ia procurar saber notícias dessa vez, na porta do ônibus em meu embarque de volta para a cidade de meus avós?
E agora, eu eu finalmente deixei de lado?
Não vou dizer que não sinto vontade de chorar... Não vou dizer que não queria tê-lo presente.
Mas agora eu tento, todas as vezes, convencer a mim mesma de que não preciso dele. Não mais. E o vazio diminui. Aos poucos, mas diminui...
Como disse Renato Russo...
"(...)Mas eu sei que um dia a gente aprende/ Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesm/ Quem acredita sempre alcança(...)"
Eu acredito que um dia vou finalmente esquecê-lo. Ou, pelo menos, vou conseguir fingir que esqueci.
"Quem acredita sempre alcança..."

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Você é real?

Não, não é Matrix. Por mais que pareça, posso garantir que não é. Mas o que vou apresentar lembra - e muito - a teoria que envolve a triologia Matrix, onde o que vivemos é um mundo "de sonho", falso, idealista e superestimado. E o mundo real? Seria cinza, escuro, profundo, nos subterrâneos de uma gigantesca estrutura da qual nascem e na qual morrem todos os seres vivos... uma espécie de sistema, pelo qual podemos nos conectar - inconscientemente - a esse mundo que vemos... a Matrix.
Eu sei que isso é ficção científica aos seus olhos... Mas aos meus é a pura realidade.
Acompanhem meu raciocínio:
No mundo de hoje, no qual estamos, vivemos de aparências - sabores, cores, toques, cheiros, sons... tudo notavelmente simulado. Sabores simulados? Sim... Ou você acha que aquilo que come é idêntico ao que você acha que é? Carne de hambúrguer é vaca morta com conservantes e tempero... Cores simuladas? Sim... Ou você pensa que aquela luzinha azul que brilhava, no acidente com materiais radioativos, era realmente tão inofensiva quanto era bonitinha? Toques simulados... Sim, também... Ou as carícias trocadas entre um homem e uma prostituta são o mais puro amor? Cheiros simulados? Claro! Aquele perfume que você adora é apenas uma mistura de produtos químicos que acaba gerando um líquido de cheiro bem agradável, mas apenas com a inteção de vendê-la. Sons simulados... É o que mais há. Quando se muda o tom de voz para seduzir, por exemplo... Ou aquelas aeromoças, que usam um tom de voz calmo para tentar atrair sua atenção e passar uma impressão de segurança que nem sempre é real.
Então? Ainda acha que a teoria da Matrix não se encaixa, de certa forma, em nosso cotidiano? Claro que não vamos acreditar na existência daquele mundo subterrâneo, trash e tecnológico que vemos no filme... Mas e o que achamos ser verade e não é? Não seria uma forma de Matrix?
E, sim, a Matrix quer você... Seja Neo ou não, seja O Escolhido ou não, ela o faz acreditar que você é especial... E você realmente é, mas não da forma ou pelos motivos que ela alega ser.
Não chego ao ponto de dizer que somos enganados... Nós não somos ludibriados pelo sistema capitalista... Somos ludibriados por nós mesmos, quando escolhemos ler sem interpretar, olhar sem enxergar, ouvir sem entender, sentir sem retribuir...
Eu sei, hoje é Natal... e eu estou sendo muito pessimista. Mas não é pessimismo: é a realidade... E não é tão ruim assim, é? Afinal, são apenas algumas as ocasiões em que tudo é falso, embora seja verdade que, em toda ocasião, existe alguma coisa de falso... E qual o problema em um pouco de mentira para deixar-nos felizes? Mentira de cada um para si mesmo? Mentir para si não é tão difícil quanto se imagina... É assim que sobrevivemos. É isso que nosso instinto nos manda fazer...
Desejo a todos um Natal cheio de falsos sons, cheiros, sabores, visões... E com verdadeiros toques.
:D
FELIZ NATAL!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Descoberta

Minha descoberta aconteceu esta noite.
Eu estava sonhando com alguma coisa normal, quando de repente o sonho mudou para uma cena estranha, mas ainda assim aceitável: todos os meus amigos e uma grande parte dos colegas da escola estavam viajando. Eu não estava nessa viagem, assim como mais uns 10 ou 20 do colégio também não. Estávamos vendo os outros entrarem no ônibus e colocarem suas bagagens no maleiro, e nos despedindo.
Então o sonho pula para uma outra cena: o ônibus em que essas pessoas estavam viajando sofre um terrível acidente, o qual eu não lembro exatamente como foi, mas sei que foi muito grave.
A passa então, pula mais uma vez, e estão agora me dando a notícia de que ninguém sobreviveu ao acidente... meus melhores amigos tinham morrido. Meus colegas de escola que viajaram, mesmo os que eu não conhecia bem ou não gostava tanto, estavam mortos.
E então eu me vi em um desespero que ultrapassava a barreira dos sonhos. Meus olhos pareciam arder de verdade, as lágrimas me molhavam totalmente, e eu gritava tanto que quase perdia a voz, mas mesmo assim queria continuar gritando. Eu queria ir até o local do acidente, procurar, ter certeza de que aquilo não estava certo, não era verdade, eles não tinham olhado direito - tinha de haver alguém, pelo menos um que fosse, vivo.
Depois passa uma cena onde os coordenadores da escola estão indo até o local, e eu os estou perseguindo pelas escadas, implorando para ir junto, implorando para fazer alguma coisa, para constatar que aquilo não estava acontecendo.
E eu gritava:
-- ELES SÃO MEUS AMIGOS! TODOS OS MEUS AMIGOS ESTAVAM LÁ!
E as pessoas me olhavam com pena, todos tristes, mas ninguém tão desesperado quanto eu.
Quando acordo em um sobressalto, minha garganta arde, meus olhos também ardem, e mesmo sabendo naquele momento que foi só um pesadelo, um pesadelo muito ruim, mas que tinha passado, que não era real... Eu ainda estava chorando. Estava desesperada, tão desesperada que nem imaginava que pudesse ficar assim.
No outro dia, no caso hoje de manhã, quando contei à minha mãe, ela disse algo do tipo:
-- Ah, por isso que você estava gemendo.
-- Gemendo? - perguntei, sem acreditar. Eu não lembrava disso.
Ela falou:
-- Sim, como se estivesse passando mal ou algo assim. Mas fui no seu quarto e você estava apenas dormindo, toda encolhida.

O que eu descobri com isso?
Bem, eu descobri que, mais uma vez, não me conheço bem como pensei que conhecia...
Por que eu nunca imaginei que gostasse tanto assim de todos os meus colegas de escola - não só meus melhores amigos, mas todos os outros também.
Eu nunca imaginei que tivesse mudado tanto assim... Que eles tivessem me mudado tanto assim.
Como aconteceu isso? - mais uma vez eu me pergunto.
Quando foi que eu deixei de ser egoísta? Quando passei a me importar tanto assim com todo mundo?
Não sei... Realmente não sei.
Mas de uma coisa, mais uma vez só de uma coisa eu tenho certeza:
As mudanças que sofremos são como uma gota de tinta que cai em um copo d'água:
No início, parecem ficar quase imperceptíveis...
E depois se alastram por todo o interior, tornando tudo tão diferente que nem sequer reconhecemos mais aquilo que antes era normal.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Quer ver coisas engraçadas?

http://babagomisses.blogspot.com

Então... Hoje eu descobri que sou masoquista.
É sério...
Hoje eu vi alguém que eu passei muito, muito, muito tempo mesmo amando... Com outra pessoa. E o que eu faço? Continuo olhando! Continuo olhando, como se fosse um preço a pagar por ter gostado tanto tempo dele, passado tanto tempo tentando conquistá-lo, e agora olha como fui recompensada: ele está namorando com a pessoa mais improvável e a que, dentre todas as outras, me magoa ainda mais ver ao lado dele.
Mas eu continuo pensando nisso, continuo olhando, olho pessoalmente, olho em fotos, olho em vídeos... Minha nossa! Que merda de masoquismo é esse que tanto destrói, que tanto dói... Só não dói mais que um amor não correspondido.
Os dois juntos, no entanto, são mais do que eu posso suportar... Mas o que eu posso fazer para fugir? Não sair de casa? Não entrar na internet?
Sou masoquista, mas não sou burra...
Eu vou dar um jeito de resolver isso. Nem que eu tenha de me esforçar para gostar de outra pessoa para substituí-lo, mas eu vou ter de dar um jeito de apagar de vez esse sentimento por ele...
Queria MUITO ser tão forte quanto aquelas pessoas que dizem: "o que tiver de ser meu, será". Mas eu não sei... Eu sou fraca. Fraca demais até. E, ainda por cima, sei que se eu me apaixonar por outra pessoa posso acabar me sentindo tão mal quanto agora... Mas não há nada que eu possa fazer para evitar. São coisas da vida. E eu tenho certeza de uma coisa. Uma só, enquanto todo o resto é bagunça... De uma única coisa eu realmente sei:
Isso, com certeza, vai me fazer aprender alguma coisa.
Alguma coisa que realmente valha à pena.
Alguma coisa que me permita ajudar alguém algum dia que também esteja nessa situação.
E, assim, passar o conhecimento adiante.
É... Eu sou mesmo uma caixinha de surpresas... Uma caixinha que nem eu mesma sei o que vai revelar quando abrir.
Afinal... Quem poderia imaginar que um dia eu ia querer ser professora de alguma coisa?
:)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Confissões de um passarinho




Encerrei-me em meu mundo por medo de sofrer
E agora, pela primeira vez saindo da gaiola, tenho medo de esbarrar nas paredes.
Essas paredes, antes, nada significavam pra mim, por que eu não as via. Mas, desde que passei a enxergá-las, estou tonto e esbarro nelas vez em quando.
Eu queria abrir minhas asas e voar livremente, mesmo que caíssem penas... E daí? As penas são minhas, não são? Deixe eu voar, mesmo que elas caiam. Isso cabe a mim, e apenas a mim.
Eu amo quem me pôs na gaiola, amo quem me alimenta e me sustenta, amo quem me dá carinho...
Mas às vezes é preciso renunciar ao amor rotineiro e buscar novas formas de amor, novas formas de amar.
Preciso encontrar outros pássaros... Mas tenho medo.
Tenho medo do gavião, que pode ver tudo e pelos outros é venerado.
Tenho medo do joão-de-barro, que é tão perfeito em sua simplicidade.
Tenho medo do sabiá, que canta como ninguém e chega a humilhar os outros por isso.
Tenho medo dos pombos, que levam e trazem mensagens... Mensagens que nem sempre são verdadeiras.
Tenho medo das galinhas, que têm asas mas não ousam voar.
Tenho medo dos papagaios, que tudo repetem e nada criam.
Tenho medo das gaivotas, que voam pra longe e raramente voltam.
Tenho medo dos periquitos, que são sempre tão coloridos...
Mas também tenho medo dos urubus, que ficam à espera da desgraça dos outros.
Mas o que vou fazer? Não voar? Não sair da segurança da gaiola?
Queria não ter medo de sair ou, quem sabe, ter a coragem de ficar.
Mas estou preso entre os dois... Tenho medo de sair, mas não quero ficar.
Quero usar toda a capacidade de minhas asas, até que fiquem sem penas, até que fiquem tão gastas que eu não possa mais voar.
E, quando eu não puder mais estender minhas asas em direção ao céu azul, que eu possa ter as mais belas lembranças do que e de quem encontrei pelos céus da vida.
E dizer, na partida, que nunca se esquece o caminho de volta para o ninho...

(eu)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

EU SEI - (para Arthur Rondeyvson)

... E de repente a sua alegria. E aí eu já não sabia mais quem eu era, nem o que estava fazendo ali, em frente à máquina que só serve para aumentar a minha sensação de tédio e incompetência. O mar salgado que Camões cita em seus Lusíadas desce por meu rosto, encharca minha roupa por um instante. Ó, mar salgado, quanto do teu sal são minhas lágrimas? E quanto de minhas lágrimas são produto das glândulas? Seriam, na verdade, um produto do coração? Mas um coração que chora, que produz essa mistura de água, sal e sei-lá-mais-o-quê não é normal... Mas desde quando eu sou normal?
Aliás, desde quando eu choro de alegria pelas conquistas de alguém que não as minhas próprias? Eu não sou assim... Eu não era assim... As únicas vezes em que chorei de alegria, que foram duas, eu chorei de felicidade por algo que eu mesma tinha conseguido... E foi pouco. Não foi um mar, foi um riacho, talvez nem isso... Talvez só uma poça. Eu não era assim. Eu era egoísta, principalmente em se tratando de minhas lágrimas...
Como você conseguiu esse milagre? Foi o seu dom de conhecer sem perguntar? O dom de aceitar sem julgar? O dom de abrir um coração que já estava fechado? Ou o dom de cativar uma amizade que não vê nada, assim como a dama da justiça, que só enxerga com o coração? Eu não sei se foi mágica, se foi involuntário, se sei-lá-o-quê. Uso muito o sei-lá por que nunca sei de nada. Nunca soube de nada. Nem de mim mesma.
Como você conseguiu? Eu ainda não sei. Me conte esse segredo... Se você me contar, eu posso abrir meu próprio coração de novo... Abri-lo ao mundo, que está ansioso pra entrar, mas eu insisto em deixar poucos - pouquíssimos - passarem pelo portão estreito que leva ao meu afeto.
Eu achei que me conhecia... Até então... Até que veio a sua alegria... E então ela se tornou minha.
Mas, talvez, não seja algo tão altruísta assim. Pode ser alegria: alegria por que você não vai embora. Por que a sua alegria sinaliza algo que leva à minha alegria também... Mas ainda há aquela pontinha de felicidade por você... Realmente há... Eu sei que há. Sabe quando você sabe sem saber como, mas sabe? Pois é... Eu sei.
Como você fez isso?

O MUNDO DA FAMA DENUNCIADO PELOS FAMOSOS

Durante o ano passado e esse ano, uma onda de músicas críticas tem se espalhado e ganhado espaço na mídia. Elas falam sobre fama, dinheiro, popularidade e outros tipos de formas de exclusão social, e são lançadas por cantores jovens e famosos. O que me chama atenção é, além da letra, o fato de os artistas serem norte-americanos. Como sabemos, a América do Norte, mais precisamente os EUA, é palco de incríveis atrações que todos nós conhecemos, mas também sabemos que é uma espécie de fábrica de Monroes, Curtis, Travoltas, e inúmeros outros artistas que parecem moldados para perfeitamente servirem ao sistema das produções da terra do sucesso.
Mas denúncias sobre a popularidade vindas de jovens cantores nacionais são novidade. Miley Cyrus, Demi Lovato e Mitchel Musso exemplificam perfeitamente essas críticas. Vamos ver o que quero dizer com trechos de músicas deles:

- Party in The U.S.A. - Miley Cyrus -

"Welcome to the land of fame excess
Am I gonna fit in?"
Tradução:
"Bem-vindo à terra do excesso de fama
Será que eu vou me encaixar?"

- LA LA Land - Demi Lovato -

"Some may say I need to be afraid
Of loosing everything
Because of where I
Had my start
And where I made my name
Well, everything is the same
In the LA LA land machine"
Tradução:
"Alguns dizem que eu devo ter medo
De perder tudo
Por que de onde eu vim
E onde eu fiz meu nome
Bom, tudo é igual
Na máquina de Los Angeles"

- The In Crowd - Mitchel Musso -

"I wonder what is like to have it all
To never be afraid that I would fall
But I don't think I've ever known a time
When I was part of the in crowd"
Tradução:
"Eu gostaria de saber como é ter tudo aquilo
Para nunca ter medo de errar
Mas eu acho que nunca houve uma época
Em que eu fizesse parte da galera popular"

Só citei trechos aqui, mas durante toda a letra das músicas acima citadas nota-se uma severa crítica aos padrões da sociedade capitalista em geral, com enfoque na sociedade norte-americana, e os cantores se colocam na posição daqueles que não correspondem aos padrões, o que mostra que até mesmo eles podem sentir-se deslocados em meio à fama, ao poder, ao dinheiro.

Recomendo essas músicas a todos, e recomendo também que prestem atenção à letra e procurem a tradução para fazer uma reflexão. A maioria dos economistas e filósofos políticos não acreditam nisso, mas a sociedade capitalista tem uma previsão de colapso. Talvez demore muito, mas um dia esse colapso chegará. Esses cantores, denunciando seu próprio mundo, são a prova disso.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

DA PERFEIÇÃO AO DESESPERO - Olga e John



DA PERFEIÇÃO: Olga

Contrariando todas as expectativas, a "perfeição" de hoje é um filme BRASILEIRO. Considerando que o cinema nacional nunca me agradou, por ter foco no sexo e na violência, é realmente uma surpresa que eu tenha assistido e gostado do filme "Olga - muitas paixões numa só vida".
Mas todos devem reconhecer que Olga foi a superação. Nem o que veio antes nem o que veio depois desse filme fez com que o cinema brasileiro mostrasse alguma competência. Embora "Carandiru" e "Dois filhos de Francisco" tenham me chamado a atenção como bons filmes, nenhum atingiu a primazia; o primeiro tem o mal da parcialidade: o filme é narrado segundo a visão do médico Dráuzio Varella - o que não é de todo ruim mas, de qualquer forma, não é a visão geral de um ambiente, não é um estudo: é a forma como o Dr.Varella viu o local. "Dois filhos de Francisco"tem o mesmo problema. O caso, porém, é um tantinho pior - fica claro para todos que a história da famosa dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano não é contada de forma realista no filme, pois saltam aos olhos os "floreios", os enfeites, a fantasia colocada propositalmente, claro, para transformar o filme em um conto-de-fadas brasileiro. É claro que a história real deles tem seus méritos - mas o fato de essa filmagem ter a característica "fada madrinha" faz com que ele também não alcance o topo. Outro filme que, lembro agora, me chamou a atenção positivamente é "Zuzu Angel", que retrata a ditadura e a luta de uma mãe em busca não de seu filho, mas já do corpo deste (que sumiu depois da tortura ao qual foi submetido). Há algo nele, porém, que não sei descrever... Mas não me chamou a atenção. Na verdade, "Zuzu Angel" não supera expectativas... Ele fica dentro do que imaginamos, talvez até um pouco abaixo.
Mas "Olga" é o auge, o apogeu de um cinema que pouco desenvolveu-se até agora, se comparado ao de outros países, mas conseguiu atingir - mesmo que com um só filme - a perfeição. A história é narrada de forma nada sutil, mas também não é fantasiosa... Olga Benário, perfeitamente interpretada por Camila Morgado, tem uma história de vida cativante, revoltante e, de certa forma, assustadora. E é esse lado assustador que traz à tona o melhor de cada um dos espectadores.
Olga Benário foi a esposa de Luís Carlos Prestes (o lider da Coluna comunista no Brasil, que lutou contra a ditadura de Getúlio Vargas)... Foi também uma comunista, uma judia, uma mãe... Mas, acima de tudo, Olga foi uma lutadora. E, mediante uma vida de loucuras e sofrimentos (intercalados por raros pedacinhos de alegria), ela conseguiu encontrar "a luz no fim do túnel": a felicidade em meio à dor, a coragem em meio ao medo, a força em meio à fraqueza. Quando todos desistiram, Olga permaneceu de pé. Os responsáveis pelo filme souberam fazer dessa belíssima história algo ainda mais belo. O resultado é uma narrativa simples, intrigante, e que, ao final, supera muito mais que as expectativas - supera tudo o que você já viu ou ouviu, e tudo o que você mesmo imaginou.
Recomendo "Olga" a qualquer pessoa, de qualquer idade, qualquer cultura, qualquer opinião, qualquer nacionalidade, qualquer estilo, enfim... a todos. Não há restrições. "Olga" é simplesmente A PERFEIÇÃO em meio aos desastres do cinema do Brasil.



DO DESESPERO: Querido John

Também contrariando expectativas, o "desespero" da vez é o filme NORTE-AMERICANO. Sempre apreciei a maioria dos filmes dos norte-americanos e, vamos concordar: o histórico das produções de Hollywood não deixa muito a desejar. Outra razão para se esperar muito desse filme? A história vem de um livro de mesmo título, escrito pelo autor Nicholas Sparks.
O filme conta a história de John Tyree, um soldado que se apaixona por uma universitária durante uma de suas folgas do exército. Ela corresponde à paixão, e os dois vivem um daqueles "amores de verão", que permanece durante o tempo em que John precisa voltar ao trabalho e viaja para longe em perigosas missões. Em um dado momento, o filme mostra o atentado de 11 de Setembro, que seria basicamente a "seta" que indica o rumo para o final da história. John e a garota que ele ama (a qual se chama Savannah) trocam correspondências apaixonadas, as quais são narradas durante certas cenas do filme. Não vou contar o final, por que aqueles que não assistiram podem se prejudicar por isso... Mas o que posso dizer é que o filme não atende às expectativas de quem o assiste, tendo essa pessoa lido ou não o livro no qual essa filmagem se baseia.
A história é contada em um ritmo lento e, depois de certo tempo, torna-se desgastante - você chega a olhar quanto tempo falta para terminar aquilo. As cenas são comuns demais, John e Savannah quase não mostram seu "eu" interior, e as partes interessantes do filme têm todas o foco desviado para o romancezinho ridículo dos dois. Tudo para, no desenrolar da história, chegar a uma decepção para quem esperava um final digno.
O que piora a situação? O "alarde" que foi feito em torno desse filme, a atmosfera de expectativas criada. Por ser fruto de um livro, também, foi um desastre: o livro com certeza deve ser melhor. Pelo menos um pouco melhor, mas deve ser.
Uma coisa boa - para não dizerem que sou pessimista: o filme relata, em dado momento, o pai de John, que é um homem quase idoso e autista. Essa é a única coisa realmente interessante que vi, dado que não conheço outras produções que relatem um autista adulto.
Mas, dada a história e o modo como é retratada, "Querido John" leva o expectador ao DESESPERO.

NOVA SÉRIE DE POSTS

Oi, pessoal... Estou falando diretamente com vocês pra anunciar a nova série de posts que vou começar. O nome dessa série vai ser: "DA PERFEIÇÃO AO DESESPERO". Nesses posts, vou falar sobre duas coisas: uma que gostei MUITO, e outra que ODIEI. Podem ser livros, filmes, situações, games, enfim... Qualquer coisa, mas que eu possa encontrar opostos e compará-los.
Espero que vocês gostem!
^^

O que eu sempre quis



Fiquei quieta, mas tudo o que eu queria era ser notada
Calei, mas tudo o que eu queria era ser ouvida
Fingi, mas tudo o que eu queria era ser verdadeira
Errei, mas tudo o que eu queria era acertar
Fiquei no chão, mas tudo o que eu queria era me reerguer
Fiquei parada, mas tudo o que eu queria era agir
Lembrei, mas tudo o que eu queria era esquecer
Deixei, mas tudo o que eu queria era levar
Parti, mas tudo o que eu queria era ficar
Vi, mas tudo o que eu queria era não enxergar
Aceitei, mas tudo o que eu queria era protestar
Acordei, mas tudo o que eu queria era sonhar
Perdi, mas tudo o que eu queria era encontrar
Sorri, mas tudo o que eu queria era chorar

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

NO DIA...

No dia em que eu saí de casa, minha mãe me disse:
"Arrasa, vai lá!"
Falou que eu cortasse o cabelo, olhou em meus olhos, e começou a falar:
"Por onde você for: não se drogue, não beba, não roube, e tudo vai ficar bem"
"E quando chegar lá, não esqueça de ligar, mande e-mail também"
Eu sei que ela sempre compreendeu
Que o meu sonho era sair de lá
E foi por isso que até um cartão de crédito resolveu me dar
Eu não queria continuar ali
Portanto, o que fiz foi me apressar
Quando eu saí ela trancou a porta, e o meu caminho sozinho fui trilhar
Minha mãe naquele dia me falou do mundo como ele é
Parece que ela conhecia cada busão que eu ia pegar pra não andar a pé
Separada do meu pai, ela me criou sozinha e nem quis saber
E ela disse assim:
"Meu filho, estude muito, que um dia o mundo vai ser seu"
Eu sei que ela sempre compreendeu
Que o meu sonho era sair de lá
E foi por isso que até um cartão de crédito resolveu me dar
Eu não queria continuar ali
Portanto, o que fiz foi me apressar
Quando eu saí ela trancou a porta, e o meu caminho sozinho fui trilhar

APOGEU E DECADÊNCIA

Idade Média: a Igreja Católica está no auge. Finalmente tem tudo o que almejava desde seu surgimento: dinheiro e poder. Dinheiro por meio de impostos arrecadados de cidadãos comuns por meio de absurdos como "ingressos para o céu". Poder por meio de sua incrível - quase mágica - oratória, que tudo conseguia, tudo destruía, e a todos convencia. Chegou-se a proibir o acesso ao conhecimento, chegou-se a convencer os camponeses pobres que iriam para o inferno por não poder comprar o tal "passe para o céu". Chegou-se a perseguir, acusar e matar mulheres por que estas rumavam para outros tipos de religião e se recusavam a acreditar nas palavras da "Santa Madre Igreja". Chegou-se a comprar ou matar os maiores gênios de nossa história por que contrariavam o que era dito por "ela". Chegou-se a ter um Tribunal da Inquisição dentro daquela que não deveria julgar ninguém - pois só a Deus cabe julgar. Ela tinha tudo, tinha todos...
Mas, como diz um homem genial do qual tive a honra de ser aluna, depois do apogeu vem sempre a queda. E a direção que a Igreja tanto apontou, para os fiéis que não podiam pagar pra ir ao céu, se tornou a direção que a própria começou a tomar: para baixo. Decadência, decadência. Perda de poder, perda de dinheiro... Perda de fiéis.
O número crescente de outras religiões - que vejo mais como opções - acabou por soterrar boa parte do corpo enorme e aparentemente indestrutível da Santa Madre Igreja... Só uma pequena parte permanece respirado, pois a cabeça ainda aparece no topo do monte de areia que continua a cair da ampulheta enorme do tempo. Quem poderia prever cada vez menos poder? Quem poderia prever que a Igreja teria de pedir dinheiro aos fiéis para reformar seus estabelecimentos? Quem poderia prever que um dos Papas pediria perdão um dia pelo que antes era uma das bases da instituição mais poderosa de todos os tempos? E agora, Igreja Católica?
Por mais incrível que pareça, agora ainda há solução: o mundo mudou, as pessoas mudaram... e você permaneceu imutável. Como pode recuperar-se de tamanho tombo se não tem membros para se erguer? Seus membros rumaram para o budismo, para o protestantismo, para o judaísmo, para a total incredulidade... Como pode levantar se não os reconquista? E como pode reconquistá-los se eles mudaram e você não?
Quer a solução? Reescreva a Bíblia em uma linguagem mais moderna - digo moderna, mas não precisa deixar de usar a linguagem formal. Reveja sua posição em relação a coisas que hoje são inevitáveis. Retrate-se mais vezes, pois um só pedido de desculpas não basta diante do que aconteceu antigamente. Esqueça os tempos de glória... esqueça os templos de glória... reconheça que a casa de Deus é em todo lugar - e que, portanto, vocês podem celebrar em todo lugar. Mude a forma de se comunicar: ninguém pode alcançar o outro lado do rio sem um barco. Cumpra aquilo que promete. Explique o que fica apenas subentendido. Mostre sua face boa - a qual, há muito tempo, esquecemos...
Se não fizer isso, estará fadada à destruição... Pelo menos temporariamente. Será que vocês só vão fechar a porta quando o ladrão já tiver entrado?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mama África

Mama África
Teus filhos estão morrendo
Teus filhos estão matando
Teus filhos estão sofrendo

Mama África
Os urubus espreitam
As ruas se estreitam
Em meio aos conflitos

Mama África
Teus olhos negros
Tua pele negra
Tua aura iluminada

Mama África
Mãe de todos
Mãe de tudo
Mãe solteira

Mama África
És gigante
És pulsante
És companheira

Mama África
Que dor enorme
Ao ver que dormem
Mas não se aquietam

Mama África
Não te consolo
Por que não posso
Com teu sofrer

Mama África
Tu davas frutos
Hoje esperas futuro
Sem nada em que crer

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Monstro


O monstro devora a todos
E devora a si mesmo;
Devora sonhos
E até mesmo pesadelos.
O monstro não está entre grades
Ou entre paredes, não
O monstro também não está à solta.
E no lugar mais improvável
O monstro se esconde:
Do lado de dentro do espelho.
O monstro comete muitos erros;
O monstro não tem amigos;
O monstro não tem mais forças;
E em vez de consumir aos outros,
O monstro consome a si mesmo.
O monstro chora às vezes...
De solidão;
Mas não faz nada...
Afinal, como poderia um monstro
Ter companhia e ser amado?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Caio Fernando Abreu - contista

Quem conta um conto aumenta um ponto?
Bem, no caso de Caio Fernando Abreu, ele aumenta vírgulas.
Ontem, por uma indicação de minha amiga Roberta, li Caio pela primeira vez... E fiquei totalmente chocada com tanto conhecimento da alma humana que ele apresenta, de forma simpática, em seus contos.
Li "Os Sobreviventes", que lembra nossas coisas de escola e mostra um possível futuro para nossa geração - esse possível futuro assusta um pouco.
Logo depois, li "Para uma Avenca Partindo"... O que me fez lembrar de uma situação na qual todo mundo já deve ter se imaginado, talvez não no mesmo lugar, mas falando as mesmas coisas.
De forma nada sutil, Caio Fernando Abreu consegue nos tocar no íntimo do íntimo, desenterrar coisas que estavam lá dentro de nós há muito tempo, trazer uma nostalgia agoniante... E, ainda assim, cativar os leitores. Sua linguagem está longe de ser complexa, e a pontuação lembra um pouco José Saramago - mais vírgulas e pontos finais -, mas enquanto você demora para entender Saramago, com os contos de Caio você se identifica tanto que a leitura se torna fácil e incrivelmente prazerosa...
Mas cuidado - eu e Roberta (que vai ser psicóloga) concordamos que as "doses" de Caio Fernando Abreu devem ser poucas, no máximo dois ou três contos por dia... Por que, ao invés de anti-depressivo, ele meio que funciona como um depressivo. Não, não estou dizendo que você vai ficar com depressão quando ler... Mas ele às vezes desenterra certas coisas que não queríamos que saíssem da nossa subconsciência.
Caio é, portanto, mais um arqueólogo, um escavador, que nos permite descobrir coisas extremamente valiosas e, também, que não deveriam ser desenterradas... Mas é o preço que se paga pela curiosidade...
PORTANTO, RECOMENDO TOTALMENTE CAIO FERNANDO ABREU.
:)

sábado, 27 de novembro de 2010

Texto bonito que vi... Arthur, acho que você vai gostar.

Somos todos um pouco estranhos
E a vida também é um tanto estranha.
Quando encontramos alguém cuja estranheza é compatível com a nossa,
Nos unimos a essa pessoa,
Caímos numa estranheza mútua...
E chamamos isso de amor.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Grito


Aff, cansei.
Cansei de tudo o que está acontecendo por aí e que não nos afeta diretamente, mas mexe conosco...
Cansei dos ônibus incendiados, cansei dos assaltos, cansei dos tiroteios nas favelas, cansei das brigas de trânsito, cansei de pessoas matando as outras por motivos tão banais!
Por que isso tudo?
Se é revolta, façam passeatas e protestos.
Se é medo, tomem medidas de proteção que não prejudiquem a ninguém.
Se é discórdia, resolvam com diálogo.
Se é pobreza, há outras formas de sobreviver sem matar, roubar, sequestrar, traficar...
Se é maldade... PELO AMOR DE DEUS, PAREM!
Parem com os casos "Eloá", com os casos "Isabela", com os casos "João Hélio", com os casos "Luana", com os casos "Edilene"...
PAREM!
Por favor, por favor, por favor, por favor...
Não chega de sofrimento?
Já não basta o aquecimento global nos ameaçando, a fome na África, a guerra entre as Coréias, os conflitos no Oriete Médio, os atentados terroristas em todo o mundo... Não basta? Ainda temos de ser ameaçados todos os dias, de viver com medo, de dar cada passo cautelosamente, de não poder dormir em paz?
Não aprendemos nada com as guerras mundiais?
Não aprendemos nada com Hiroshima, Nagasaki, Pearl Harbor, Vietnã, Iraque?
Não aprendemos nada com o Nazismo, com o Fascismo, com a Ditadura Militar?
Não aprendemos nada com a destruição das Torres Gêmeas?
Não aprendemos nada NUNCA?
Meu Deus...
E pensar que tem gente com medo de 2012... Não é 2012, gente... É AGORA.
:(

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

É uma pena...

Eu estava pensando hoje... Será que uma pessoa que sente pena de si mesma só é digna disso mesmo? Só é digna de pena?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nova cantora na área - Conheça Lu Alone



Apesar do nome, Lu Alone é brasileira. E, sim, seu sobrenome é real e não artístico. "Alone" significa sozinha, mas a cantora está longe disso: ela tem uma banda, com a qual se relaciona muito bem. Lu tem 17 anos, e é cantora, compositora e pianista.
A primeira impressão que se tem dela é que é uma garota normal. Sem paixão pelos holofotes e muito modesta, ela é mais ou menos o que nós, adolescentes, sonhamos em ser: famosa, bonita e simpática... Mas sem perder sua identidade. Mesmo tendo assinado um contrato com a Som Livre e, aos 17, lançado seu primeiro CD Solo, Lu não se deixa levar pela fama. Vizinha dos Jonas Brothers enquanto morava nos EUA, ela diz que não era "super amiga" deles, e que sua amizade é normal. Ao responder a uma pergunta no programa Acesso MTV, do qual participou há algumas semanas, na qual queriam saber se ela tinha o telefone deles (dos Jonas), ela sorriu e disse: "tenho o do pai deles, serve?"
Lu Alone morou nos EUA quando pequena, e desde então já era compositora. Segundo ela, suas primeiras músicas eram sobre ser criança, sobre os animais, sobre brincadeiras, esse tipo de coisa. Ela começou com um "tecladinho" e um gravador de plástico, e hoje está provado que sua evolução musical não parou sequer por um instante desde essa época. Ela compõe em inglês e português, mas seu primeiro álbum é em inglês - o que também faz a diferença entre ela e as outras cantoras teen brasileiras. Lu tem originalidade, e não se importa com o fato de cantar em inglês para o pessoal aqui do Brasil. Suas músicas têm conteúdo adolescente, como não podia deixar de ser, mas não são aquele estilo padrão. Ela fala sobre paixão não correspondida, sobre mundos imaginários, sobre a autonomia feminina, que são temas comuns, mas trata disso de forma tão harmoniosa e revolucionária que conquistou milhares de fãs no Brasil e, também, no exterior. Afinal, ela canta em inglês.
Embora já tivesse muitos fãs, Lu Alone conseguiu ainda mais admiradores com a escolha de sua música "Not The Right Day" para a trilha sonora da atual novela do horário das 19 horas, Ti Ti Ti. Sua música, com estilo romântico e uma suavidade impressionante, é o tema de Camila Bianchi e Luís Otávio, uma das apostas dos fãs em "quem-vai-terminar-com-quem" na novela.
Logo quando sua carreira "deslanchou", Lu era conhecida como a Miley Cyrus brasileira: o que, segundo ela, parecia ótimo no início... Até que começaram a dizer coisas do tipo "ela vai traduzir o CD da Hannah Montana" - vamos combinar, ninguém merece isso. Mas Lu tem identidade e estilo próprios, o que ela mostrou com seu CD Solo, que se chama "Lu Alone". Desde então, ela fez vários shows e participou de vários programas de TV, como o Acesso MTV (já citado acima). Sua participação mais notável até agora, na minha opinião, foi a abertura dos shows de Demi Lovato no Brasil - uma grande conquista, a qual ela provou merecer.
Na minha humilde opinião, Lu Alone é a mais promissora cantora teen brasileira, ficando ainda em mais destaque que a também maravilhosa Manu Gavassi ou que a famosa Pitty, por exemplo. Na verdade, ela está em algum lugar entre a suavidade de Manu e o rock de Pitty, o que faz de suas músicas o estilo perfeito para pessoas que não se encaixam no estilo "patricinha" ou no estilo "roqueira", como eu e a maioria das adolescentes brasileiras.
Músicas dela que eu recomendo para quem quer conhecer o estilo de Lu:
* Postcard
* Not The Right Day
* Girls Can Rock
Bem, só nos resta torcer para que a estrela de Lu Alone brilhe ainda mais... Afinal, ela merece.
*-*

domingo, 21 de novembro de 2010

Livros - a série "Amanhã"


Imagine se você saísse pra acampar com seus amigos durante dois ou três dias e, quando voltasse, sua família, sua cidade, seu país, estivessem sendo dominados em um ataque surpresa feito por outro país? É assim que começa a série "Amanhã", do Australiano John Marsden.
Os livros narram a história de Ellie e seus amigos, que vão acampar e se deparam com uma assustadora situação quando tentam retornar a suas vidas normais. Diante disso, eles têm de encontrar uma forma de sobreviver no meio dessa guerra e de fazer qualquer coisa que puderem para tentar salvar sua família e sua terra.
John Marsden cria, na série, um universo incrível mas possível, onde o leitor se imagina na situação dos personagens - o que, na situação atual de instabilidade das relações entre países e entre pessoas, não seria difícil de acontecer - e embarca junto com Ellie, Fi, Lee, Homer, Robyn, Kevin e Corrie em uma incrível luta pela sobrevivência e pela liberdade. Contudo, mesmo narrando a vida dos adolescentes como guerrilheiros abrigados na mata, Marsden consegue se afastar daquela atmosfera típica de desespero e condições extremas de alimentação, saúde e higiene que frequentemente aparecem em filmes ou livros que retratam situações em meio à guerra. É claro que ele encontrou uma forma perfeita de não fazer seus personagens passarem por isso, o que faz do livro ainda melhor.
Repleta de ação, mistério, romance, reflexão e até mesmo humor, a série tem 7 livros e um filme, o qual foi lançado em 02/09/2010 e, infelizmente, parece ainda não ter previsão de chegada no Brasil - mas creio que, pelo sucesso da série, não vai demorar muito.
Os livros da série são:
Amanhã - Quando a Guerra Começou
Amanhã - O Silêncio da Noite
Amanhã - No Terceiro Dia, A Geada
Amanhã - Escuridão, Seja Minha Amiga
Amanhã - Vingança em Chamas
Amanhã - Quem Tem Medo da Noite?
Amanhã - The Other Side of Down - ainda não publicado no Brasil. Tradução aproximada: "O Outro Lado do Amanhecer"
Fora os livros da série, tem ainda a triologia que conta a história de Ellie após a guerra, cujos livros, ainda não publicados no Brasil, são chamados por aqui de "As Crônicas de Ellie". São eles:
1 - While I Live - tradução aproximada: "Enquanto Estou Viva"
2 - Incurable - tradução aproximada: "Incurável"
3 - Circle of Flight - tradução aproximada: "Círculo de Vôo"
Estou lendo a série, mas é tão imprevisível e maravilhosa que, mesmo agora, não sei o que será do futuro desses jovens heróis. A única coisa que sei é que, enquanto houver livros desta série e ligados a ela, eu irei lê-los!
... Recomendo que façam o mesmo!
^^

Promoção 7 anos do Letras.mus.br, 7 iPods nano pra você!

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É a minha playlist... quem gostar, escuta!

sábado, 20 de novembro de 2010

Dedicado aos meus amigos do 3° ano A

Por todos os momentos maravilhosos que vivemos...
Com toda a sinceridade do meu coração e sem nenhum exagero - escrevi isso pra vocês:


Eu? Eu mudo constantemente.
Mas hoje? Hoje eu sou meus amigos.
Hoje sou suas lágrimas,
Hoje eu sou seus sorrisos,
Hoje eu sou nossas conversas,
Hoje eu sou nossos silêncios,
Hoje eu sou só controvérsias.
Hoje eu sou os bons momentos,
Hoje sou os momentos ruins.
Hoje eu sou o melhor deles,
Hoje eu sou o melhor de mim.
Hoje eu sou o que não fomos,
Hoje eu sou o que podemos ser.
Hoje eu sou nossa impotência,
Hoje eu sou nosso poder.
Hoje eu sou nossos atrasos,
Hoje eu sou nossas famílias...
Hoje eu sou aquele abraço,
Hoje eu sou nossas fadigas.
Hoje eu sou nossa disposição,
Hoje eu sou nossa preguiça.
Hoje eu sou nossas variáveis,
Hoje eu sou nossas premissas.
Hoje eu sou todos vocês,
Hoje eu sou mais que pensei.
Hoje eu sou aquela que fui antes,
Hoje eu sou quem jamais serei.
Hoje eu sou feita de saudades,
Hoje eu sou uma alga sem coral.
Hoje eu sou só pela metade,
Hoje eu sou bem menos que o normal.
Hoje, pela primeira vez, chorei
Por que hoje me vi sem vocês
Hoje sou uma dúvida enorme,
Hoje sou um imenso talvez...
Hoje sou: "talvez nos encontremos"
Hoje sou "talvez nunca mais"
Hoje sou "talvez eu sobreviva
Sem aqueles que me apoiaram mais"
Hoje eu sou sempre e talvez...
Hoje eu sou um dilúvio de lágrimas:
"Como vou viver sem vocês?"


Mas, apesar da separação, eu os tenho comigo.
Realmente tenho.
Dentro do meu coração,
da minha mente,
dentro de cada sorriso meu, dentro de cada lágrima,
dentro de cada dia e de cada noite...
Dentro dos meus sonhos,
dentro da minha realidade, dentro das minhas vitórias e dentro das minhas derrotas. Dentro de cada segundo do meu dia e dentro de cada batimento do meu coração...
Vocês, todos vocês, vão sempre estar dentro de cada pequenina parte da minha vida.
E é isso o que me dá forças para, apesar de estarmos separados, seguir em frente.
Apesar de eu nunca ter demonstrado isso como desejei, vocês são muito mais importantes pra mim do que imaginam...
Vocês são minha vida,
Minha história,
E são tão importantes pra mim quanto o córtex frontal do meu cérebro...
Vocês são
****MEUS AMIGOS****.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Isso é Anime ou é Freud?


Título incomum, postagem incomum. Senhoras e senhores, eu lhes apresento os animes que estão entre os mais loucos e mais perfeitos na lista dos que assisti até agora - e que, incrivelmente, têm uma fantástica ligação com a psicanálise:
1. Evangelion - Renewal
É um anime no melhor estilo mecha.
Para Evangelion, foram feitos 26 episódios originalmente, produzidos pelo estúdio Gainax, sob a direção do fantástico Hideaki Anno. Já a versão que assisti, Renewal, foi feita em 2003, e tem melhorias na animação, trilha sonora melhor, e novas cenas.
A história se passa num futuro não tão distante, e gira em torno de uma organização chamada NERV e do filho renegado do chefe da organização, o garoto Shinji Ikari. A NERV tem por função combater monstros chamados "Anjos", que periodicamente aparecem e atacam a cidade de Tokyo-3, ameaçando também a integridade de todo o planeta. "Evangelions" são máquinas gigantescas, robôs que só podem ser pilotados por adolescentes e têm perfeita sincronização mental e corporal com os mesmos. O nome vem de "Eva", a primeira mulher segundo a Bíblia, pois o primeiro "Anjo" que apareceu foi chamado de "Adão". Seriam, portanto, os opostos, o homem e a mulher, o mal e o bem, a destruição e a criação.
O anime é repleto de ação, tem um pouco de humor, e tem "flashes" na personalidade e no funcionamento da mente de alguns personagens.
No final, porém, a história muda totalmente para o lado da psicanálise, e mesmo usando uma linguagem coloquial e simples, pode causar uma confusão momentânea em quem está assistindo.
É um dos mais perfeitos animes que já assisti.

2. Pokémon.
Sim, Pokémon... Quem não lembra desse anime, exibido tanto em TV a cabo como em TV aberta? Originalmente um jogo, Pokémon foi criado pelo programador japonês Satoshi Taijiri e seu amigo, o desenhista e designer Ken (não, não é o namorado da Barbie) Sugimori.
A história gira em torno de Ash Ketchum, um adolescente que vive no mundo onde existem fantásticos seres chamados "Pokémons", criaturas que se desenvolveram ao longo do tempo e fizeram amizade com o seres humanos. Na cultura desse mundo onde Ash vive, na idade dele os jovens "adotam" um Pokémon e saem em uma jornada, procurando adquirir mais Pokémons e ganhar prêmios e medalhas por meio de competições entre si.
O anime começa com Ash acordando, atrasado, e literalmente correndo para o laboratório do professor Carvalho, que inicia os jovens na aventura dando a cada um seu primeiro Pokémon. Sem chances de escolher o seu por que chegou muito atrasado, Ash acaba ficando com o nada amigável Pikachu, um rato elétrico que libera choques e não gosta de entrar na pokébola (uma espécie de "casa virtual" onde os Pokémons ficam enquanto viajam com seus "mestres".
Ash logo se vê em confusão junto com Pikachu, e os dois iniciam uma grande e poderosa amizade. Em sua jornada, o garoto logo conhece a agitada Misty e o inteligente Brock, que se tornam seus inseparáveis amigos.
Existe, porém, uma teoria da psicanálise em torno de Pokémon. Essa teoria, porém, não entra no anime (pelo que eu saiba até agora) como em Evangelion - é uma tese à parte, apenas disponível para aqueles que procuram saber sobre ela.
Chama-se a "teoria do Ash em coma", segundo a qual todas as aventuras de Ash com Pikachu são fruto de sua imaginação enquanto ele está em coma num hospital, devido a um acidente que realmente acontece no início do anime. Mas é como se o anime mostrasse, a partir desse acidente, o que se passa na imaginação de Ash, e não o que realmente acontece depois: ele é levado para o hospital e permanece em coma. Dessa teoria, tira-se que Misty (que o teria salvo no acidente e o levado para o hospital), mesmo sem ter sido vista por Ash antes do coma, projeta-se em sua mente, e ele se apaixona por ela. Daí o fato de ele nunca crescer, e ela continuar evoluindo física e psicologicamente. Brock seria seu lado sexual, sendo sempre mal-sucedido nos relacionamentos amorosos por que o próprio Ash nunca teve nenhuma experiência nesse campo. O chefe do "grupo do mal" (a Equipe Rocket) seria seu pai na verdade, com o qual não tem uma relação boa no mundo real. Sua mente, portanto, projeta-o como um vilão. E todos os outros personagens têm também uma explicação para terem saído da mente de Ash, como a enfermeira Joy e a policial Jenny, que são como um "porto seguro" para Ash e estão sempre por perto quando se precisa delas. Elas são a projeção de Ash para que ele possa se sentir em segurança mesmo durante o coma.
O link para quem quiser ler tudo sobre essa teoria (é muito interessante mesmo) é:
Vejam, vale a pena!

3. Fruits Basket
Também chamado de Furuba (sim, pervertidos, eu sei o que vocês estão pensando, mas não tem nada a ver) por causa da pronúncia dos orientais, que seria, mais ou menos, "Furuits Baskê". Também com 26 episódios, a série tem personagens carismáticos e emocionalmente complexos.
A história gira em torno de uma garota camada Honda Tohru, dos membros da família Souma e da lenda do horóscopo chinês segundo a qual: Deus teria chamado os animais para uma festa, e acrescentou a todos que não se atrasassem. O rato enganou o gato, dizendo-lhe que a festa seria no outro dia. O gato, portanto, não compareceu à festa. Todos os outros animais foram, e o rato, aproveitando-se do boi, subiu em seu lombo e chegou primeiro à festa, sendo elogiado por Deus por sua pontualidade. Os membros da família Souma sofrem de uma maldição: se forem abraçados por membros do sexo oposto, se ficarem com o corpo fraco (doentes, por exemplo), ou se ficarem nervosos, se transformam cada um em um dos 12 animais da lenda, sendo que suas personalidades e características físicas são extremamente coerentes com as dos animais. Os personagens principais, junto com Honda Tohru, são Kyo Souma (o "gato"), e Yuki Souma (o "rato"), que vivem brigando - primeiro por causa da lenda, onde o gato culpa o rato por ter sido traiçoeiro, e depois também por causa de Tohru, pela qual os dois parecem se apaixonar.
Todos na família Souma, e também a própria Tohru, têm traumas psicológicos do passado, ou mesmo do presente, e sofrem pela maldição do Junitsu (como chamam o grupo dos 12 animais da lenda). Essa análise psicológica fica meio que nas entrelinhas durante o anime, e não compromete sua história, dando pra entendê-lo perfeitamente. O anime puxa muito para o lado da comédia, e também tem um pouco de romance, além das lutas engraçadas e acirradas entre Kyo e Yuki.

Espero que vocês tenham gostado dessa análise, para quem assistiu, e que assistam, para quem ainda não conhece os animes acima citados.

^^
Sayönara!

Como eles dizem...

Como eles dizem, o governo parece estar ENEM aí pra gente.
Não sei se vocês lembram, mas logo no início da proposta do ministro Fernando Haddad, estudantes indignados fizeram um protesto em passeata e saíram até na TV... Uma das faixas dizia exatamente isso. Essas palavras ficaram meio que imortalizadas desde então.
Não estou aqui para criticar o governo, me posicionar como anarquista, falar que foi uma sabotagem, culpar a gráfica, culpar o ministro, culpar o Lula, ou culpar qualquer outra pessoa...
Sinceramente, eu ainda nem sei o que pensar em relação aos responsáveis (quem são?) pelo desastre que foi o ENEM 2010.
Relembrando...
Quando anunciaram que o ENEM seria adotado como forma de ingressar em uma universidade, eu mesma fui uma das pessoas que defenderam a ideia, achando ótima essa coisa de não ter que viajar para prestar vestibular, não ter que estudar história e geografia regionais, não ter que me preocupar em estudar os tipos de prova de cada faculdade separadamente. Ainda achei que teríamos do nosso lado a realização de um ENEM no meio do ano, para que pudéssemos treinar e nos preparar para essa prova.
A primeira decepção? O ENEM que conhecíamos (que alguns conheciam, na verdade, por que pouco sabíamos a respeito da prova, mesmo antes da proposta do ministro Haddad) seria mudado, e um outro estilo de prova nos seria aplicado. Ótimo. Isso não seria um obstáculo tão grande assim...
A segunda decepção? O "vazamento" da prova, comprovadamente (pelos vídeos das câmeras de segurança) uma falta de monitoramento por parte da gráfica responsável. Mas, sinceramente, quem poderia imaginar que isso ia acontecer?
A terceira decepção? Não vai ter ENEM no meio do ano. Que lindo! Nossa chance de conhecer a prova tinha ido pelos ares... Mesmo assim, ainda tínhamos esperanças.
A quarta decepção? "Não sabemos nada sobre o novo ENEM", diziam todos. Seguimos, portanto, o sábio conselho dos professores (embora estivéssemos inseguros em relação a isso): continuem estudando como antes, os mesmos conteúdos, as mesmas questões... Nada muda.
A quinta decepção? Não foi bem uma decepção, estava mais para desespero: o cartão de identificação simplesmente não chegava. Lembro que quase enlouquecemos a coordenadora da escola, D. Verônica, perguntando por que os cartões ainda não tinham chegado uma semana antes da prova. É claro, os cartões chegaram a tempo... Em dias diferentes, inclusive, para pessoas de mesma cidade... Quase chorei de alegria quando minha mãe ligou pra mim dizendo que meu cartão tinha sido entregue.
A sexta decepção? Já no dia da prova... Nas escolas e no edital, diziam: não pode levar comida, em que levar água numa garrafa transparente e sem o rótulo, não pode ir de relógio (mesmo o analógico), não pode esquecer o cartão de identificação, não pode assinar diferente da assinatura da identidade (amigos meus que fizeram a identidade ainda pequenos, com aquelas letras lindas de aluno de fundamental, quase enlouqueceram treinando a assinatura antiga), não pode falar durante a prova (óbvio, né?), não pode isso e aquilo mais... daqui a pouco não podia nada! Aliás, não podia tudo! Na prova: tinha gente comendo (vi muito mais que chocolates e barras de cereal... tinha batata-frita gigante e tudo), gente bebendo fanta uva (ai, ai, se eu soubesse que podia...), gente com relógio, gente sem cartão de identificação (só com identidade), gente que diz que assinou diferente, gente que conversou feito louco durante a prova (inclusive fiscais... tinham umas na minha sala que estavam me dando nos nervos!)...
A sétima decepção? O cartão-resposta com os nomes trocados. Isso não seria problema maior, é claro, se os fiscais tivessem dado as ordens corretas que os responsáveis pelo exame deram a eles... Mas não. Em umas salas, "marquem na ordem correta dos números, esqueçam a área designada no topo do gabarito". Em outras salas, "marquem segundo a área, esqueçam os números". Em uma sala, chegaram até a riscar o nome correspondente à área. Detalhe: não podia rasurar o gabarito. Teve um menino tão nervoso que, segundo as fiscais contaram pra nós da sala, marcou aquela bolinha que dizia "ausente". Ela era para uso exclusivo dos fiscais de prova, e isso estava escrito logo acima da bolinha. Mesmo assim, ele marcou... E agora, hein? Tadinho...
A oitava decepção? Fontes de questões erradas, alternativas absurdas, questões ambíguas, e até mesmo falta de questões na bendita prova Amarela. Uma coisa que não entendi: minhas duas provas foram amarelas, mas nenhuma teve problema com as questões...
A nona decepção? O cancelamento do ENEM. Depois da exaustiva maratona de 180 questões + redação, divididos em dois dias, com tempo de prova de apenas 4 e 5 horas, respectivamente... Tudo foi em vão. Aí a imprensa anuncia: "atenção aos alunos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio: as provas não estão canceladas. O Ministério da Educação recorreu, e...". Mas, no outro dia: "o cancelamento das provas do ENEM provoca revolta em estudantes...". E no outro dia: "não haverá o cancelamento das provas do ENEM, mas sim uma...". E, no outro dia, mudou tudo de novo. Sinceramente, até agora não sei se está cancelado ou não.
A décima decepção? Como se mais algum problema fosse necessário, com a divulgação dos gabaritos recebemos o golpe mais pesado de tudo isso: pessoas que não estudavam há mais de dez anos acertaram um número de questões muito próximo ao nosso número de acertos. Isso ocorreu por todo o país, e aqueles disseram que chutaram muitas questões, que saíram cedo. Essa gota d'água acabou com todos nós, que passamos a vida toda (até agora) estudando, nos preparando para esse bendito vestibular. E agora? E a humilhação? E a incompetência? O problema é conosco ou é com eles? Tem como saber?
Sinceramente, eu cansei. Cansei do ENEM, cansei dos pronunciamentos do Governo e da Justiça Federal, cansei de corrigir a prova indignada por que a questão indicava ser uma coisa e era outra... Cansei de tudo isso.
Querem saber? Agora eu é que não estou ENEM aí pra tudo isso...
Universidades regionais e que ainda não adotaram o Exame Nacional do Ensino Médio... aí vou eu!

Esse é sério, juro.

Ok... A beleza aqui já fez, no mínimo, cinco blogs e nunca levou adiante... portanto, se alguém ver um blog meu que não seja o Críticas & Criações, por favor, por favor, por favor, NÃO leia nem se atenha a ele, por que eu não posto nos outros, só nesse.
Prometo fielmente que vou seguir adiante com este blog... Até por que agora estou de férias (UHU!). P.S: as férias são apenas da escola, considerando que o vestibular vem aí, mas digamos que, sim, estou de férias.
Ah, sim, o que me fez criar este blog se eu não dou continuidade a nenhum? Bom, admito que foi a coragem do meu amigo Arthur Sousa, que nessa semana criou o Advérbio de Modo, aqui mesmo pelo blogspot - que, por sinal, já está totalmente perfeito... não sei como ele consegue fazer isso, mas ainda vou descobrir, juro. O blog de Arthur dá de dez em muitos outros, e eu espero poder pelo menos continuar escrevendo aqui sempre e não abandonar.
Mais uma coisa (isso me lembra o "Tio" do Jackie Chan no desenho... shaushaushaushaus... eu adoro aquele velhinho)... Não há regras aqui. Isso significa que posso postar todo dia ou não, que posso escrever textos em prosa ou em verso... E assim por diante.
Hum... para me estimular, gostaria muito que comentassem meus posts, seja qual for a reação de vocês... podem dizer se está ruim, eu não ligo, contanto que vocês me digam o que acharam, ok?
Bem, aqui está o Críticas & Criações... Fiquem à vontade para criticar e criar!